Autor: filipafonsecasilva
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Passa por mim no Rossio
No âmbito das comemorações do 25 de Abril da Câmara Municipal de Lisboa, fui convidada para participar no projecto 48, uma das iniciativas que marcam os quarenta e oito anos de democracia após quarenta e oito anos de ditadura. O desafio foi lançado a (precisamente) quarenta e oito mulheres escritoras, poetas e cantautoras, as quais…
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A guerra e as suas consequências
É difícil para toda a gente estarmos em guerra, especialmente para os ucranianos e o pior é que não podemos fazer nada por causa das regras da NATO e da UE blá blá blá. Já morreram 2500 pessoas em Mariupol e virão a ser muitas mais, essa cidade pacífica que nunca fez nada a ninguém.…
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Madeira – a verdadeira pérola do Atlântico
A primeira vez que fui à Madeira foi em 1987. Não me lembro de grande coisa para além de dar uns mergulhos no Oceano, fazer um passeio por um jardim exótico e andar nos típicos cestos. Ainda assim, lembro-me de que foi bom. E uma das primeiras vezes que andei de avião. Enquanto viajei por…
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Porque não lêem os portugueses?
Saiu um estudo esta semana que revela que mais de 60% dos portugueses não leu um único livro em 2020. Eu diria que, se não leram em 2020, é porque simplesmente não lêem, seja qual for o ano, o que vai em linha com outro dado apresentado: apenas 34,8% dos portugueses compram livros e, em…
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Porque o Mindfulness não serve os artistas
Uma das principais premissas do Mindfulness, terminologia contemporânea para ensinamentos do Yoga e do Budismo com mais de seis mil anos, é que devemos viver plenamente o presente. O argumento é que não existe mais nada: o ontem já aconteceu e o amanhã ainda não chegou. Se não podemos mudar o passado e não sabemos…
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Quando estabilidade é sinónimo de estagnação
As primeiras legislativas em que votei foram em 1999. Guterres era primeiro-ministro desde 1995 e assim se manteve até 2002, altura em que desistiu e foi para longe daqui. Há vinte anos, portanto. Desde então, salvo breves interregnos, o país continuou a ser governado pelo PS com os resultados que se vêem. A propaganda socialista…
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O pastel de nata
No outro dia comi um pastel de nata que me fez ouvir música clássica. Juro que é verdade. Enquanto mastigava, de olhos fechados, pareceu-me ouvir uma sinfonia, como na abertura de um filme épico. Talvez o prazer que estava a sentir tenha despoletado sentidos imaginários, não sei. Só sei que há muitos anos que não…
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Os Trinta à conquista da Sérvia
No ano em que celebra uma década de publicação, o meu primeiro romance, “Os Trinta – Nada é como Sonhámos”, foi traduzido e publicado na Sérvia. A chegada ao Top 100 da Amazon provou que era uma história que tocava o público de diferentes países de língua inglesa, tendo em conta não só as vendas…
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As minhas escolhas de Natal
Está a chegar a minha época do ano preferida. Aquela em que vou acrescentar mais livros à enorme pilha por ler que já tenho na estante. Quem se identifica? Todos os amantes de livros, certo? Pois é, mesmo com tantos em espera para serem lidos, há sempre espaço para mais alguns títulos. E como várias…
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O pecado da eterna juventude
Quando era miúda, tive uma grande pancada pela Madonna. Eu ouvia os discos da Madonna, eu queria vestir-me como a Madonna (embora a minha mãe só o permitisse no Carnaval), eu tinha posters da Madonna na parede do quarto e, ao doze anos, quis cortar o cabelo curto como a Madonna, o que não correu…